01 fevereiro 2018

O PAN-ARABISMO


1 de Fevereiro de 1958. O Egipto e a Síria proclamavam a sua união numa nova entidade política designada por República Árabe Unida. O ideal da unificação dos países árabes sob a égide de Nasser soava extremamente apelativo para as suas populações: a fusão fora votada favoravelmente por 92% dos sírios e nas monarquias adjacentes (Arábia Saudita, Iraque ou Jordânia) vacilava-se nas adesões, diante do chamamento romântico à reconstrução daquele que fora o império do século XII de Saladino (mapa abaixo). Os novos cruzados do século XX eram, evidentemente, os israelitas, que, 770 anos depois, havia que expulsar novamente de Jerusalém e da Terra Santa. Contudo, rara é a História que se reescreve. Neste caso, as elites sírias rapidamente se viram subjugadas aos interesses superiores do Egipto e a ressentir-se com isso. A 28 de Setembro de 1961 um golpe de Estado na Síria pôs fim à breve experiência. É importante notar que a religião islâmica desempenhou um papel muito secundário nesta efervescência pan-árabe de há sessenta anos.

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